quarta-feira, 7 de julho de 2010

Jequié: Objetos de sua história







O município de Jequié, cujo significado do nome é instrumento de pesca, procedente da palavra indígena jequi, objeto afunilado utilizado pelos índios mongoiós no Rio das Contas, situa-se na região sudoeste da Bahia, distante 365Km de Salvador, capital do Estado, fazendo fronteira entre a cantiga e a zona da mata, circundada por montanhas, possui um clima quente, com temperaturas bastante elevadas no verão.
A cidade tem sua origem na Fazenda Borda da Mata, localizada na sesmaria do capitão-mor João Gonçalves da Costa, vendida a José de Sá Bittencourt, que era refugiado na Bahia após o fracasso da Inconfidência Mineira. Jequié tornou-se distrito de Maracás de 1860 a 1897, quando desmembrou e teve seu primeiro prefeito: Urbano Gondim.
A urbe se desenvolveu a partir de movimentada feira que atraía comerciantes de toda a região Sudeste e Sudoeste da Bahia, ampliando o comércio, alcançando em 1910 a posição de um dos maiores e mais ricos municípios baianos.
Pelo curso navegável do Rio das Contas, pequenas embarcações desciam conduzindo hortifrutigranjeiros e outros produtos de subsistência. No povoado, os mascates iam de porta em porta vendendo toalhas, rendas, tecidos e outros artigos trazidos de cidades maiores. Tropeiros chegavam igualmente a Jequié carregando seus produtos em lombo de burro, revendendo suas mercadorias em ponto que deu origem a atual Praça Luiz Viana em homenagem ao governador da Bahia que emancipou a cidade.
Em 1914 uma terrível enchente destruiu quase tudo em Jequié. A feira, o comércio e a cidade alastraram-se em direção às partes mais altas. Ações de desmatamento acabaram por assorear o Rio das Contas, impossibilitando a navegação, porém a cidade seguiu firme em direção ao progresso, festejando em 1927, a chegada da "Estrada de Ferro Nazareth". Nesse período, Jequié era a quarta cidade mais importante da Bahia e teve no comerciante Vicente Grillo seu grande benfeitor.
O Dr. Gregório Celi de Freitas, primeiro médico negro do sudoeste baiano inaugura a "Pharmacia Jequié”. No dia 1º de setembro de 1923 foi instalada em Jequié, a primeira agência do Banco do Brasil na região sudoeste, no prédio onde hoje, abriga a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia.
Em 1930, o prefeito Geminiano Saback inicia as obras do edifício da prefeitura, não conseguindo concluir, após ser destituído do cargo, devido ao impacto da Revolução de 1930. A obra não foi levada adiante nem pelo seu sucessor, e a prefeitura de Jequié só ganhou o prédio uma década depois, em logradouro público diferente do planejado.
Durante a gestão do advogado Virgílio de Paula Tourinho (1934-1937), a cidade ingressou em um rush de obras. A feira foi deslocada da Praça Ruy Barbosa para a Praça da Bandeira.
Em 1954, o prefeito Lomanto Júnior inaugurou, na Praça da Bandeira, o Mercado Municipal de Jequié. Dois anos depois, em 1956, a sede do Rotary International é inaugurada em Jequié, sendo a primeira da América Latina. O prédio ostenta um formato de navio, que obedece ao arrojado projeto de Santorino Levita. Nos anos 1960, cresceu no bairro do Jequiezinho um forte movimento para a emancipação política. Os moradores alegaram que o bairro tinha uma posição geográfica isolada do restante da cidade, visto que é separado do centro pelo Rio Jequiezinho e do bairro do Mandacaru pelo Rio das Contas. Para inibir a idéia de emancipação, o prefeito Waldomiro Borges construiu no bairro uma nova prefeitura para Jequié, no ano de 1971.
A cidade de Jequié é conhecida também pelo Lago da Barragem da Pedra, que atrai turistas ansiosos pelo famoso passeio de escuna.


2 comentários:

Cynara Magally disse...

Material postado para avaliação do Curso de Licenciatura em História - EAD, das discentes Cynara Magally e Gilmara.

jaqueline disse...

Parabens pela diversidade do blogger. Sei que sempre ele será alimentado!